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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lisboa com Luiza: Belém

Domingo. Vamos tirar o dia pra conhecer Belém... no caminho até o bonde, pausa para fotos de cenas lisboetas. Essa é numa das várias ladeiras muito íngremes da cidade. Até dá pra subir a pé, mas...



Ok, achamos o elétrico que nos levaria a Belém. Na estação, tem uma coisa muito legal, que é uma tela com tempo que falta para cada linha. A evolução foi mais ou menos assim:


Linha X: 23 minutos
Linha Y: 9 minutos
Linha Z: 16 minutos
A nossa linha: 5 minutos


Linha X: 20 minutos
Linha Y: 6 minutos
Linha Z: 13 minutos
A nossa linha: 2 minutos


Linha X: 18 minutos
Linha Y: 7 minutos
Linha Z: 11 minutos
A nossa linha: 2 minutos


Linha X: 11 minutos
Linha Y: 0 minutos
Linha Z: 4 minutos
A nossa linha: 2 minutos


E o diálogo, mais ou menos assim:


Luiza: "Faz cara de cansada."
Eu: "AHAHAHAHAH"
Luiza: "Sério, pra foto!"



No caminho, um furto no trem, acho que foi a carteira de uma brasileira. Protestando em várias línguas, não deixaram o cara sair até não devolver. Aí nos caiu a ficha de que turismo só é legal pra quem tá participando... pra quem tá fora, tem um quê de ostentação potencialmente revoltante.

De qualquer forma, seguimos. Eis o Mosteiro dos Jerônimos. A construção é absurdamente bem trabalhada, mas do lado de fora se ouvia um estalinho constante, meio assustador.



Não lembro quem é esse...


O teto... cada um desses encontros contém um símbolo.



Luiza prestando homenagem aos restos mortais de Camões... do outro lado estão os do Vasco da Gama, mas esse não mereceu, por algum motivo.

Uma missa muito estranha sendo rezada num lugar fechado, dentro da igreja... será que é área vip?

O fantástico jardim interno...



Restos do Pessoa... é engraçado, tem outros nichos como esse vazios, acho que faltaram mortos.



* Ah, tinha esquecido!! A entrada no Mosteiro no domingo é gratuita pra todo mundo, assim como na Torre de Belém, que é pertinho e merece visita. Junto com o Mosteiro, o Museu Nacional de Arqueologia, gratuito para estudantes.

Depois do fim da bateria da câmera, pastéis de Belém pra almoço. Aqueles mesmos, da receita registrada, numa pastelaria de mais de 170 anos. A não perder!!! E nem é tão caro quanto a fama faz parecer... um expresso grande, quatro pastéis na mesa e mais dois pra levar sai € 6.05 (seisheurósh e cinc' centim'sh). Ah, sim, e vale a pena pedir pra levar... vem uma embalagem de papel toda bonitinha, e sachês de açúcar de confeiteiro e canela.

Finalmente, testando o timer da câmera, circunstantes no albergue (o Vitor, hóspede, a Luiza, eu, e a Cristina , brasileira muito bacana que gerencia tudo lá, e tem um filho (outro Vitor) que é um baratinho!)... Golden Residence, indicação quente da Luiza. Preço bom, super bem localizado, limpinho, acesso à internet, cozinha completa...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Lisboa com Luiza: o elétrico

Perambulando pelas redondezas, antes e depois da fila.




Visitado o criptopórtico (essa palavra é muito legal!), aplacada a paixão avassaladora da Luiza, tivemos a idéia de passear de bonde, elétrico no idioma local.

Isso aí, legal!

Mas esse vermelho é pra turistas A++, 14 € (eurósh)... nem a pau!

Vamos no amarelo, que é muito mais "pitoresco", a precisamente 1/10 do valor...

* Já elogiei pessoalmente, agora faço público: Luiza, essa foto ficou genial!

Muito, muito felizes no bonde...



Visões da cidade...







Acho que foi nessa foto... um cara achou que a Luiza tava tirando uma foto dele e tirou uma foto da cara da Luiza!!




No fim da linha, num lugar nada amigável, entramos num centro comercial (que geralmente é sinônimo de shopping, com banheiro limpo), pra usar o banheiro, não limpo... lugar ultra suspeito, só homens falando uma língua estranha, nos olhando e rindo. No banheiro, chega uma mulher, coxa, toda apressada, pedindo licença. Abre a porta, senta na privada, e com a porta (e as pernas) aberta, vai conversando com a gente e querendo mostrar algo... NÃÃÃOOOO!!!
Chega, hora de ir (correndo) pra casa. Boa noite!!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lisboa com Luiza: o criptopórtico

Aqui um registro do final de semana estendido... fui pra Lisboa, encontrei com a Luiza, que também é da UFRGS, e uma excelente companhia pra passeios turísticos, cenas bizarras e desabafos saudosos. Todas as fotos são dela, fui também pra comprar minha tão esperada câmera.

Programa inicial:
Luiza: "Eu, amanhã de manhã, quero ir num museu que abre uma vez por ano só... tá a fim??" Krishna: "É de graça?"
Super bem informadas, fomos. Trata-se de galerias romanas, no subsolo do centro de Lisboa, descobertas no terremoto de 1755. Por causa das condições de acesso, o lugar só abre três dias no ano.

Durante nada menos de quatro horas, ficamos na fila, entretidas por esse pessoal. O seu Jorge fala sem parar, conhece várias línguas, viajou pelo mundo todo como engenheiro de uma companhia de petróleo, e sabe muitíssimos marcos históricos e geográficos. Ou mente muito bem.
(Várias tentativas de furo de fila foram pronta e furiosamente debeladas durante esse tempo.)


Na dúvida entre um painel com cerejas e uma porta como fundo, tiraram uma foto nossa na "porta portuguesa"...


Pois, a galeria fica embaixo da rua, parece que passa esgoto nos outros 362 dias do ano. Às vezes passa um bonde por cima, parece que vai vir tudo abaixo...


Enfim, o "criptopórtico". Cripto porque está escondido, pórtico porque o teto é abobadado. Simples assim.




Deve ter pouco mais de um metro de altura...


Claro que a gente tinha que tirar foto na portícula.


E nessa altura, nosso grupo sumiu e fomos convidadas a calar a boca por uma senhora do próximo. Não de forma muito graciosa...


Depois da fila e do criptopórtico, amor à primeira vista, entre a Luiza e a caneca.



Eu sou muito solidária, nunca ia deixar uma amiga com um problemão desses pra resolver sozinha.


Aqui também, índios fantasiados de índios pra ganhar uns trocados. Pelo menos aqui é em euro.